Nascida no Rio de Janeiro, Lúcia Toller viveu sua infância em Icaraí – Niterói. Desde os cinco anos já sabia o que queria: ser bailarina. Aos 10 anos de idade começou a se dedicar com afinco na realização do seu sonho. Disciplinada, estudava dança oito, nove horas por dia. Mas que um sonho, a dança para ela era uma opção de vida. São suas as seguintes palavras: “Quando meus pais finalmente deram o sim, casei-me com a dança”.

Aos quinze anos fez exame no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e foi aprovada, mesmo competindo com bailarinas mais experientes e dando mostras do amor à causa que abraçara com tanta intensidade, Lúcia Toller percorreu todas as boas escolas de dança do clássico ao moderno, no Teatro Municipal e nas mais renomadas academias. Dançou e se destacou.

Desta fase de sua vida, duas figuras de grande expressão no mundo da dança foram particularmente importantes pela influência que tiveram a sua formação técnica e artística: Tatiana Leskova, uma das principais figuras do ballet russo e diretora do Teatro Municipal e Dalal Aschar, representante oficial da Royal Academy of Dance (London) no Brasil.

Em 1961, seu pai, funcionário do Banco do Brasil, foi transferido para Brasília, recém-inaugurada. Por ser ainda muito jovem Lúcia Toller teve que deixar o Municipal e acompanhar os pais.

Havia, naquela época, uma grande dificuldade para que uma mulher pudesse seguir carreira artística. As moças eram educadas para o casamento e para a maternidade. E assim foi, casou-se ainda menina e logo teve o primeiro filho.

A Secretaria de Educação e Cultura da então Prefeitura do Distrito Federal concedeu em Setembro de 1968 seu registro de professora. Nos anos de 1973, 74 e 76, submeteu-se aos exames da Royal Academy of Dance (London), tendo sido registrada como professora daquela renomada academia inglesa, obtendo exclusivamente em Brasília para preparar alunos para os tais exames.

Nesses 35 anos, a professora Lúcia Toller montou grandes espetáculos. Vários considerados entre os melhores já vistos em Brasília. A movimentação cultural que ela trouxe à capital é louvável e reconhecida por todas as gerações de brasilienses, desde a fundação da cidade até os dias atuais.

Sem ajuda governamental e sem palcos adequados, Lúcia Toller contribui enormemente no intercâmbio cultural entre o Distrito Federal e outros Estados, trazendo dezenas de grandes nomes da dança nacional, como José Carlos Andrade o o Apolo, professor e coreógrafo da Escola de Ballet do Teatro Castro Alves – Bahia, Antônio Negreiros, Fernando Azevedo, Djalma Brasil, Gilberto Motta – Maitre e coreógrafo do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Renato Magalhães, também do Municipal, dentre outros que vieram e tiveram participação nos espetáculos de sua academia.

Nunca satisfeita e sempre buscando a perfeição e a inovação, a professora Lúcia Toller também trouxe à Brasília os nomes mais respeitados da dança mundial, tais como Madame Sulamif Messerer, que ficou aqui por um ano emprestando sua larga experiência na montagem das peças da academia, além de ministrar cursos de aperfeiçoamento para os professores graduados. Ela foi a primeira professora russa a vir ao Brasil e foi, por vinte e cinco anos, a primeira bailarina do Ballet Bolshoi.

Em 1961, seu pai, funcionário do Banco do Brasil, foi transferido para Brasília, recém-inaugurada. Por ser ainda muito jovem Lúcia Toller teve que deixar o Municipal e acompanhar os pais.

Vieram também o grande Fernando Bujones, Olga Brianski (New York), Beatriz Herbout (França), Georgina Parkinson (primeira bailarina do Convent Gardem), Maxim Martirossian (Diretor da Escola Clássica de Bolshoi). Estiveram ainda na Academia Lúcia Toller diretores de ballhet do Senegal para divulgar suas danças típicas.

E ela fez mais. Participou de importantes fatos da historia política e cultural de Brasília. Foi Lúcia Toller a primeira bailarina a promover um espetáculo de dança no Distrito Federal, realizado em 1962 no Clube de Sobradinho. Também participou do primeiro programa candango de arte e dança na televisão, em 1963, na TV Brasília. O primeiro palco da capital foi o da Escola Parque da 308 sul, onde a professora Lúcia Toller estreou o primeiro espetáculo da sua academia.

A conhecida sala de aula do Teatro Nacional foi inaugurada, em 1965, com uma exibição da bailarina Lúcia Toller para as autoridades da época. Ainda no mesmo ano, durante os festejos pela conclusão das obras do Teatro Nacional de Brasília, ela foi homenageada, recebendo as honrarias das mãos do Embaixador Wladmir Murtinho, então Secretário da Cultura do Distrito Federal.

Galina Ulanova, batizada pela imprensa especializada do mundo inteiro como “a deusa do ballet russo”, esteve no Brasil, Rio de Janeiro 1981, para homenagear os bailarinos que mais contribuíram para o ballet brasileiro. Entre eles estava Lúcia Toller.

Sua opção definitiva pela dança, seu papel de educadora, sua grande contribuição para as artes e cultura candangas, são páginas importantes da história de Brasília. E a comunidade brasiliense não deixou de demonstrar seu reconhecimento à Professora Lúcia Toller, através de inúmeras condecorações, dentre as quais a Medalha de Honra ao Mérito concedida pelo Clube dos Pioneiros (1993). E, para engrandecer definitivamente sua bela história, Lúcia Toller teve o privilégio de dançar para o presidente Juscelino Kubitschek, em um espetáculo que marcou época, realizado em 1965.

Em 2000 recebeu título de cidadão Honorário das mãos de Tadeu Filipeli.

“Nem todos os estudantes de ballet terão condições de torna-se uma primeira bailarina. Não precisa dançar nas pontas dos pés, você pode escolher a dança folclore, pode dançar moderna, pode dançar jazz, contemporâneo e neoclássico. O essencial é dançar entrar em contato com seu ritmo interior e seu divino natural todos ficarmos mais bonitos e abençoados”.

Lúcia Toller


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